Você sabe o que o vício em jogos pode causar?

Com toda a polêmica envolvendo o jogo Baleia Azul, onde crianças do mundo todo foram expostas a um jogo de gosto duvidoso e malicioso uma nova discussão sobre vícios se abre. Até que ponto um vício em um jogo pode ocasionar sérias consequências psicológicas e até mesmo levar a morte. Não é de agora que mortes são relatadas a vícios em jogos conheça agora alguns dos casos mais famosos.

Halo 3: em 2007 um garoto de 16 anos atirou e matou seu pai e mãe após uma briga onde os eles tinham proibido e escondido o jogo no guarda-roupa. O garoto achou o jogo junto com a arma do pai. Após ter matado seus pais ainda colocou a arma na mão de seu pai para tentar escapar da acusação do crime.

Diablo 3: em 2012 um jovem de 18 anos morreu em Taiwan após jogar por 40 horas consecutivas. A razão de sua morte foi um coágulo de sangue em sua perna, que surgiu devido as 40 horas sentado.

Defence of the Ancients: um jovem Filipino de 17 anos matou seu avô de 68 anos após o mesmo interrompe-lo em um cybercafé onde jogava. O senhor foi espancado até a morte. Outro garoto russo de 17 anos morreu após jogar durante 22 dias só parando para comer lanches e pequenos cochilos.

StarCraft: em 2005 um sul coreano morreu após passar 50 horas consecutivas jogando. Após gastar todo seu dinheiro, perder o emprego e sua namorada seu corpo desidratado não resistiu a maratona de horas.

Man Hunt: em 2004 um garoto inglês de 17 anos foi condenado a prisão perpetua após simular na vida real uma das mortes mostradas no jogo. Ele esfaqueou 50 vezes até a morte um garoto de 14 anos.

Grand Theft Auto (GTA): em 2013 um garoto americano de 8 anos atirou na nuca de seu avô de 87 anos após o mesmo ter obrigado ele a parar de jogar. Já outro garoto de 18 anos atirou e matou três policiais e fugiu dentro de uma viatura, enquanto fugiu gritava pelas ruas frases ditas no jogo.

Dota 2: em 2014 um garoto de Filipino de 11 anos foi morto a facadas após ter sido acusado de ter invadido a conta do jogo de outro garoto de 17 anos.

Ghost Recon: em 2006 um americano de 28 anos bateu até matar sua filha de 17 meses após ela ter tropeçado e caído quebrando o videogame. Após o ocorrido tentou fingir ter sido um acidente e fugiu. Acabou se entregando um dia depois, foi preso e cumpre uma sentença de 22 anos.

Slenderman: em 2014 uma garota de 12 anos foi esfaqueada 19 vezes e largada em uma floresta onde morreu. Duas de suas amigas estavam jogando e a morte da amiga era um sacrifício para que o fantasma do jogo não fossem atrás delas.

World of Warcraft: em 2015 um jovem chinês de 23 anos morreu de exaustão após jogar durante 19 horas consecutivas.

Blue Whale: duas garotas russas de 15 e 16 anos morreram após pularem de seus prédios, as suspeitas que o ocorrido se deve a última missão do jogo. Para completar o jogo várias missões devem serem realizadas.

Apesar de todas essas notícias responsabilizarem os jogos, muita gente ainda defende que o jogo não causa influências nas pessoas, muitos alegam que essas ocorrências se devem ao fato da pessoa já ter problemas psicológicos muito antes de começar a jogar.

Violência doméstica, isolamento familiar e problemas na escola como o bullying são os motivos mais citados. Recentemente a Netflix lançou a série “13 Reasons Why”, sobre a história de uma garota que cometeu suicido após passar por diversas situações extremas no ambiente escolar e fora dele, com seus colegas. Nela podemos observar claramente os motivos que muitos adolescentes e jovens escolhem o isolamento.

Em muitos casos o isolamento somado a influência de certos jogos podem sim afetar o psicológico, fazendo com que muitos acreditem que a realidade do jogo é muito mais atraente do que a da vida real, sendo assim querem que a realidade virtual venha para o mundo real e em muitos casos isso pode ser realmente desastroso.

Porém não devemos generalizar e condenar todos os jogos eletrônicos e online, muitos deles ao contrário do que dizem ajudam muitas crianças e jovens a se socializar e conhecer novas pessoas e fazer amizades.

Devemos ficar atentos aos sinais de qualquer extremismo e exageros. Procurar saber a razão pelo qual o jogo foi escolhido e é tão atrativo para a pessoa, é uma boa dica ao invés de brigar ou criar restrições. Explicar que os excessos da jogatina podem causar sérios efeitos negativos e em casos mais graves procurar ajuda profissional.

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