Fragmentado e o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI)

Está em cartaz nos cinemas brasileiros o filme Fragmentado (Split), dirigido pelo cineasta M. Nigth Shyamalan, conhecido por seus finais surpreendentes, como foi em O Sexto Sentido. Este filme traz como protagonista o ator James McAvoy no papel de Kevin, um homem acometido por Transtorno Dissociativo de Identidade (sem spoilers pois consta nos trailers), conhecido popularmente como “dupla personalidade”.

Contudo, apesar do filme ser uma ficção e a patologia não ser retratada de forma precisa, é importante ressaltar que o Transtorno Dissociativo de Identidade é uma doença, possuindo CID, diagnóstico, sintomas próprios e tratamento.

Dentre os casos conhecidos, um dos mais famosos é o do americano Billy Milligan, que sequestrou três mulheres no Estado de Ohio e após sua prisão foi constatada a existência de vinte e quatro personalidades conflitantes, sendo que apenas uma delas assumiu a autoria dos crimes.

Outro caso mais recente foi apresentado por pesquisadores de Munique, na Alemanha, onde uma mulher convivia com dez personalidades diferentes, sendo que a principal apresentava quadro de cegueira, condição que não se repetia em todas as demais personalidades.

Além do aparecimento de outras personalidades, um sintoma bastante comum é a amnésia, onde o indivíduo não se recorda de ações realizadas por suas outras “versões”, algo que pode ser explicado pela tentativa de proteção de seu ego após sofrer traumas recentes ou na infância.

No Brasil, em crimes cometidos por inimputáveis (quem não possui o correto discernimento sobre suas ações), como é o caso de homicídios realizados por doentes mentais ou mesmo tráfico e roubos cometidos por dependentes químicos em estado grave de comprometimento cognitivo, a lei estabelece que ocorra a chamada “absolvição imprópria”.

Neste caso o autor das ações não é punido com penas comuns, mas sim submetido a tratamento ambulatorial ou com internação até que cesse sua periculosidade ou até que cumpra o prazo máximo estabelecido em nossa legislação.

Dentre os tratamentos recomendados está a Terapia Cognitiva-Comportamental, principal abordagem terapêutica utilizada pela Clínica Terapêutica Viva no tratamento de seus pacientes e que se foca na mudança de padrões de pensamentos não saudáveis e no desenvolvimento de comportamentos desejáveis.

Sendo assim, consideramos de extrema importância que seja difundida a existência de doenças psíquicas que podem influenciar nas ações dos pacientes, com a finalidade de que sejam devidamente tratados, ao invés de simplesmente sofrer com a marginalização e exclusão social.

Além de alcoolismo e dependência química, a Clínica Terapêutica Viva também atua no tratamento da ansiedade, depressão e patologias do espectro obsessivo compulsivo, como Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Tricotilomania e outros.

 

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