Neuroadaptação: fator crítico de sucesso na recuperação da dependência química

A dependência química é uma doença complexa e motivo de estudos de várias áreas, entre elas, a neurobiologia – ramo especializado em estudar o sistema nervoso.  E foram pesquisas desse campo que possibilitaram a descoberta das neuroadaptações na recuperação da dependência química.

Nosso organismo foi projetado para funcionar corretamente sem qualquer tipo de substância psicoativa, como o álcool, a cocaína, o crack e a maconha. Se uma pessoa consome uma vez, o próprio organismo vai querer eliminar a substância estranha para restabelecer o equilíbrio. Porém, se o uso é constante, o organismo vai modificar algumas áreas do cérebro para que a ação das drogas seja amenizada.

Na prática, isso significa que o cérebro se acostuma com a presença das drogas e é por isso que o indivíduo consome em doses cada vez maiores para conseguir sentir os efeitos. Essas adaptações também fazem com que o organismo conte com a presença da droga no dia a dia, e, quando não há presença da substância, surgem os sintomas desagradáveis como: tremores, dor de cabeça, alterações do humor, fissura, aumento da pressão e da temperatura corporal.

Nosso organismo foi projetado para funcionar corretamente sem qualquer tipo de substância psicoativa

Isso explica o porquê da síndrome de abstinência de um dependente químico. O corpo está tão adaptado às drogas que reage quando está sem, causando grande desconforto. Desta forma, a procura desesperada pelas drogas já não é mais pelo prazer, mas, sim, para o alívio dos sintomas da abstinência.

A Dra. Sonia Solano Paes Breda, neuropsicóloga especialista em dependência química, dá um exemplo: “quando um jovem bebe uma cerveja pela primeira vez, ele pode ficar bêbado, mas com o passar do tempo, algumas garrafas são necessárias para que ele consiga sentir um efeito parecido. Assim como a primeira dose de cocaína causa uma sensação de euforia intensa, mas alguns meses depois o efeito dura bem menos e a pessoa precisa cheirar várias carreiras até se sentir bem. Esse mecanismo neuroadaptativo acontece com qualquer droga, no entanto, outras substâncias são mais potentes e a adaptação é mais veloz, como é o caso do crack, que em alguns dias de uso faz com que o dependente precise de mais pedras para obter o mesmo efeito, que dura cada vez menos tempo”.

“Aqui na Clínica Viva, o processo de desintoxicação é acelerado para proporcionar a rápida eliminação das substâncias tóxicas do organismo”

Para a neuropsicóloga, essa é a armadilha que aprisiona tantas pessoas no inferno da dependência química, portanto, se faz necessária a desintoxicação acompanhada por especialistas. “Para o dependente químico, seja de crack ou de álcool, parar com o uso sozinho é uma tarefa torturante, porque seu organismo sofre com os sintomas da abstinência. Justamente por este motivo que tantas pessoas fracassam, aí vem o vizinho e diz que ele não teve força de vontade. A cada tentativa fracassada, o dependente sente-se mais impotente com as drogas e seus familiares menos motivados a cooperar.”

A retirada da droga de forma gradativa, sem qualquer uso de fármacos, como costuma acontecer na maioria das comunidades terapêuticas, causa muito sofrimento para o paciente, uma experiência horrível que o dependente não vê o momento em se livrar dela. Por esse motivo é tão recorrente a manipulação para escapar de uma internação.

A retirada da droga de forma gradativa, sem qualquer uso de fármacos, causa muito sofrimento para o paciente

“Aqui na Clínica Viva, o processo de desintoxicação é acelerado para proporcionar a rápida eliminação das substâncias tóxicas do organismo, agilizando a neuroadaptação sem drogas. Em cerca de duas semanas o paciente passa por três sessões especiais para desintoxicar e o resultado disso é observado durante as sessões de terapia. O paciente relata a melhora do bem-estar, consegue ter pensamentos mais claros e coesos, a velocidade nas respostas também é percebida. Com certeza, a desintoxicação rápida contribui para a recuperação efetiva do paciente”, esclarece Sonia.

A desintoxicação acelerada é realizada com a administração do fármaco Cortexetina. Trata-se de uma fórmula que contém agentes quelantes (do grego, “pinça” – todo agente que tem a capacidade de capturar e/ou eliminar) promovendo a limpeza do organismo, restabelecendo os níveis adequados de neurotransmissores, vitaminas, minerais e aminoácidos para o bom funcionamento do corpo e da mente, deixando o dependente químico mais disposto física e emocionalmente, como explica o Dr. Rodrigo Lucarini, doutor em química biológica e responsável pelo Laboratório Fármaco-Científico da Clínica Viva.

Em cerca de duas semanas o paciente passa por três sessões especiais para desintoxicar

“A neuroadaptação é o fator crítico de sucesso na recuperação do dependente químico. Por isso, investimos no desenvolvimento da nossa farmacoterapia, que é o nosso maior diferencial. O paciente, além de ser assistido pela psiquiatra e ter o acompanhamento psicoterapêutico, também é tratado com a farmacoterapia específica para aliviar os sintomas da abstinência, controlar a compulsão pelas drogas e equilibrar o humor e as funções cerebrais”, afirma o diretor Inácio Marchette.

A Clínica Viva oferece um a desintoxicação e a farmacoterapia por meio do seu programa intensivo de reabilitação, um plano de tratamento que associa as técnicas da terapia cognitivo-comportamental, psiquiatria e farmacoterapia exclusiva.

Se você deseja mais informações, acesse o site: www.vivaclinicaterapeutica.com.br ou ligue para Central de Relacionamento 0800 701 8482.

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