Tratamento para dependência química com ibogaína funciona?

Uma planta africana vem ganhando destaque no mundo inteiro e gerando controvérsias. Extraída da iboga, originalmente utilizada em rituais por tribos no Gabão, na África, a ibogaína foi produzida a partir do princípio ativo isolado em um laboratório no Canadá e reacendeu a esperança de muitas pessoas como a promessa de cura para a dependência de drogas. Mas será que o tratamento para dependência química com ibogaína funciona?

Os resultados iniciais do estudo feito pelo Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicam que a ibogaína pode ser eficiente no tratamento da dependência química. A pesquisa foi feita com 75 pacientes, entre usuários de crack, cocaína e álcool, entre janeiro de 2005 e março de 2013. Dos 67 pacientes homens, 55% ficaram livres do vício por, pelo menos, um ano. Entre as oito mulheres, a taxa foi 100%.

Como age a ibogaína?

A ibogaína é uma droga alucinógena e seus efeitos costumam durar mais de 10 horas. Segundo seus adeptos, durante o processo, aparecem várias imagens, reais ou não e, ao acordar, o dependente não sente mais fissura por drogas.

Para receber o medicamento, por via oral, eles ficaram internados por um período de 24 a 48 horas. Os pesquisadores contam que durante dez horas o paciente tem uma alteração na percepção. Nesse período, eles ficam deitados sob o efeito da medicação. Há algumas reações como tontura, náusea, vômito, tremor e um estado de confusão mental, no entanto, nenhum efeito colateral grave foi registrado neste experimento. O paciente fica em um estado intermediário entre vigília e sonho. Após este tempo de internação, o paciente é liberado para começar, em seguida, a psicoterapia.

Antes de passar pelo procedimento de desintoxicação com ibogaína, os pacientes devem passar por uma bateria de exames clínicos, permanecer 30 dias sem fazer uso de nenhum medicamento, álcool ou drogas e realizar avaliação psicológica. Pacientes cardíacos ou com doenças neurológicas não podem usar a ibogaína.
É importante ressaltar que no Brasil ainda não há regulamentação para a produção e utilização da ibogaína.O medicamento foi importado do Canadá para utilização em ambiente controlado no estudo científico.

Quanto custa a ibogaína?

Fora do país, o tratamento com ibogaína é oferecido na clínica caribenha da neurologista Deborah Mash. Tem duração de cinco dias a duas semanas e pode custar até US$ 20 mil (R$ 54 mil).

Ibogaína é confiável?

Ainda é precoce confiar no uso da ibogaína, pois faltam mais pesquisas a respeito. De acordo com a psiquiatra Ana Cecília Marques, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD), trabalhos como esse precisam ser encarados com reserva, pois estão longe de ser conclusivos. Segundo ela, ainda se sabe muito pouco sobre a substância e não é possível fazer alegações sobre sua eficácia. “São necessários anos de pesquisas para confirmar os dados, mesmo que as primeiras evidências apontem para resultados positivos”, afirma.

Riscos da ibogaína

Sabe-se muito pouco sobre como age a substância no organismo e quais as possíveis consequências. O que se sabe, por enquanto, é que a ibogaína pode provocar parada cardíaca e não é recomendada para pessoas com doenças neurológicas.

Na Europa, há registros de mortes no tratamento de dependentes com ibogaína na Holanda, França e Suíça.

Ibogaína em capsulas e em pó
Ibogaína em capsulas e em pó. Já houve registros de morte na Holanda, França e Suíça.

Alternativa comprovada de desintoxicação

No Brasil, um método de tratamento com o processo de desintoxicação acelerada tem se demonstrado totalmente eficaz e seguro. Desde 2005 a Clínica Terapêutica Viva realiza o programa de tratamento Personal CARE com a administração do Cortexetina, medicação produzida com substâncias naturais seguras, desenvolvido pelo Laboratório Fármaco-Científico da Clínica Viva.

O Cortexetina é composto de agentes quelantes que promovem a limpeza do organismo, eliminando as substâncias tóxicas de forma ágil. Ao mesmo tempo, ele contribui para restabelecer os níveis adequados de neurotransmissores, vitaminas, minerais e aminoácidos para o bom funcionamento do corpo e da mente – tão prejudicados com o uso de drogas.

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Cortexetina: Desintoxicação segura para dependentes químicos

Com a reabilitação física e a neuroadaptação sem a presença de substâncias psicoativas, o dependente químico tem mais facilidade em começar as mudanças de comportamentos, pois há mais consciência sobre si e os sintomas da abstinência estão controlados.

No processo de desintoxicação acelerada o paciente permanece na clínica durante 6 horas, no entanto, os efeitos são percebidos em cerca de 45 minutos após a administração. São necessárias três aplicações da medicação no período de 30 dias para assegurar sua eficácia.

Um benefício a se destacar deste método é que o paciente não tem alucinações ou alteração da sua percepção, bem como quaisquer efeitos colaterais nocivos. Também não há a necessidade da internação do paciente, pois o atendimento é realizado em ambulatório com dia e horário marcado. Outra vantagem é o baixo custo e facilidade de pagamento com relação aos tratamentos com internação oferecidos no setor.

O paciente é acompanhado por equipe multidisciplinar durante todo o processo e, em seguida, é iniciada a psicoterapia como preconiza o programa de reabilitação da Clínica Viva. Portanto, a desintoxicação é uma parte importante no tratamento da dependência química, desde que seja feita de forma segura.

Conheça mais detalhes. Acesse: Reabilitação para dependentes químicos.

Com informações da revista Veja e UOL

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