Dependência química: conheça os principais detalhes da doença

As drogas estão presentes na sociedade há muitos anos. Este termo ‘droga’ tem origem na palavra drogg, proveniente do holandês antigo e cujo significado é folha seca. Isso porque, antigamente, praticamente todos os medicamentos usavam vegetais em sua composição. Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a palavra ‘droga’ abrange qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas produzindo alterações em seu funcionamento.

As drogas são capazes de alterar o estado mental de quem usa, proporcionando uma sensação de prazer, alívio, conforto e bem-estar. Essas drogas que alteram o estado mental são chamadas de drogas psicotrópicas, por atuarem no cérebro, geralmente no sistema nervoso. Por isso, é comum chamá-las de substâncias psicoativas ou psicotrópicas.

Algumas drogas são obtidas diretamente de plantas, como a maconha e o próprio álcool. Enquanto a cocaína e o crack são feitos a partir de uma pasta refinada das folhas de coca – vegetal encontrado originalmente na América do Sul. Existem também substâncias totalmente obtidas em laboratórios, como é o caso do ecstasy e do LSD.

O álcool e o tabaco, apesar de ter algumas restrições, são vendidos e consumidos normalmente, sendo o álcool, especialmente, muito aceito na sociedade. Já as outras substâncias são ilegais, como é o caso da maconha, cocaína e o crack.

Diagnóstico da dependência química

Embora nem todos que experimentam ou usam algum tipo de droga tornem-se dependentes químicos, não existe um consumo totalmente sem riscos. A dependência química, segundo a OMS, é o “estado caracterizado pelo uso descontrolado de uma ou mais substâncias químicas psicoativas com repercussões negativas em uma ou mais áreas da vida do indivíduo”. Em outras palavras, a dependência química está relacionada à forte necessidade de abuso de drogas, sendo que suas relações pessoais e profissionais ficam afetadas pelo consumo excessivo.

A OMS classifica a dependência química como uma doença da categoria transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa. Há dois tipos de classificação que facilitam a identificação da dependência química: a CID-10 (10ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças da OMS) e o DSM-IV (4ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Psiquiátrica Americana). Veja a tabela abaixo:

Comparação entre os critérios para dependência da DSM-IV e CID10
Tabela retirada do livro “Prevenção ao uso indevido de drogas – Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias” – UNIAD. p. 48

Níveis de intensidade

A dependência química é dividida em três níveis de intensidade e cada nível apresenta características específicas, como mostra o quadro abaixo:

Níveis de Dependência Química
Quadro Leve, Moderado e Grave da Clínica Terapêutica Viva

Tratamento

Como toda doença, a dependência química necessita de cuidados da área de saúde. O tratamento está relacionado com o nível em que o paciente se encontra. Nos níveis Leve a Moderado, tratamentos ambulatoriais, ou seja, em consultórios, são excelentes pois não privam a pessoa de realizar atividades habituais, como trabalhar e estudar. Porém, em caso Grave é preciso passar pela internação para que o paciente possa se afastar de pessoas ou ambientes que incentivem o abuso de drogas, além de ter cuidados intensivos para as crises de abstinência.

Se você deseja mais informações sobre o tratamento da dependência química, acesse: reabilitação da dependência química.

Guia Informativo - Drogas: Escolha ou Doença

 

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