Saiba diferenciar ciúme normal do patológico

 

Dizem que o ciúme é o tempero da relação. Pode até ser verdade quando é algo saudável. Porém, há casos em que o ciúme extrapola e torna-se um verdadeiro problema no relacionamento. O que era para ser um gesto de amor se transforma em uma doença. Mas como saber diferenciar o ciúme normal do patológico? Especialistas da Clínica Terapêutica Viva explicam que ciúme é normal até o momento em que não acarreta sofrimento e prejuízos nas relações interpessoais, familiares e do trabalho.

Outro ponto é que o ciumento patológico não tem um motivo para sentir tanta desconfiança. “O ciúmes normal é baseado em fatos, enquanto o ciúme patológico procura por fatos, sendo influenciado por pensamentos de que há uma ameaça, sem qualquer evidência para isso”, explica o psicólogo Diego Alano, da Clínica Viva.

Segundo a psicóloga Vanisa Viapiana, da Clínica Viva, na psicologia, o ciúme pode ser visto como um sintoma. “Quando esta emoção é intensa o suficiente para trazer prejuízos sociais é importante fazer uma avaliação diagnóstica para verificar se não é sintoma de outra patologia como o TOC, transtorno da personalidade ou um episódio delirante”, esclarece.

Mas a pergunta que não quer calar: como lidar com uma pessoa ciumenta?

Quando há evidências de ciúme patológico, o cônjuge pode ficar preocupado, querendo saber o que fazer. O psicólogo Diego relata que o parceiro precisa saber que a série de comportamentos ligados ao ciúme leva tempo para ser desaprendida. E não deve reforçar tais atitudes, como dizer ou demonstrar mais afeto quando o cônjuge demonstra ciúme.

Por tratar-se de um distúrbio emocional, o ciúme patológico deve ser tratado. Vanisa explica que, primeiramente, é preciso saber se há um outro transtorno associado ao ciúmes. Para isso, é preciso um diagnóstico clínico. “Mesmo quando não há outro transtorno, é importante cuidar dos pensamentos disfuncionais e analisar as situações da relação que possam reforçar o ciúme excessivo”, afirma a psicóloga.

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