Quando a preocupação passa a ser excessiva?

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Dificuldades financeiras, vida amorosa desgastada, adversidades no trabalho ou problemas de saúde. Faz parte da vida ter problemas que podem nos fazer sentir desconforto, ansiedade ou insônia. Afinal, quando há uma situação de conflito, ficamos preocupados. Mas quando que a preocupação deixa de ser natural?

O nível de preocupação é muito individual. Há situações que algumas pessoas vão se preocupar e outras não. O que caracteriza o excesso é a intensidade.  “A preocupação excessiva passa a ser prejudicial à medida que se torna contínua, de difícil controle e com sofrimento significativo, podendo resultar em prejuízo do funcionamento social, ocupacional e de outras atividades diárias”, explica a psicóloga Fernanda F. Corrêa, da Clínica Terapêutica Viva.

A psicóloga explica que alguns sinais podem acompanhar as tentativas de antecipar ou impedir que algo negativo aconteça. “A pessoa passa a focar sua atenção em pensamentos sobre o futuro, tentando evitar uma possível ameaça [nem sempre tão fiel quanto o que pensa] e fica em constante alerta. Além dessa perturbação emocional, a pessoa também pode apresentar sintomas físicos, tais como: irritabilidade, tensão, perturbações do sono, fadiga, palpitações, entre outros. Todos esses sintomas são respostas a um quadro intenso de ansiedade”, diz Fernanda.

Preocupação excessiva é doença?

A psicóloga esclarece que preocupação excessiva passa a ser considerada doença a partir da intensidade, tempo em que vem se manifestando e agravamento dos sintomas. “Isso também determina e diferencia se é uma preocupação natural ou patológica. Neste caso, a pessoa estaria diante de um Transtorno de Ansiedade Generalizada, uma vez que a tentativa constante de antecipar e impedir que algo aconteça, promove um ciclo de sofrimento. Afinal, o que está por vir é muitas vezes é imprevisível, o que favorece sentimentos de forte ansiedade e medo por não ter o controle desses eventos”.

Fernanda revela que alguns estudos apontam que há pessoas que podem levar até 15 anos para recorrer a algum tipo de ajuda, pois acreditam que é normal ser hipervigilante. “Na maioria das vezes são pessoas eficazes no trabalho, na família e, de um modo geral, vistas como altamente competentes, pois antecipam e resolvem os problemas. O que dificulta para todos a visão de que se tem uma patologia”, exemplifica a psicóloga.

Mas não é preciso ficar sofrendo com esta necessidade constante de controle, pois há tratamento. “A psicoterapia cognitivo-comportamental traz muitas contribuições à medida que procura identificar os motivos desses excessos e o que os mantém, auxiliando a pessoa a se conhecer melhor e manejar essas situações de maneira mais adequada”, explica a psicóloga. Em alguns casos, pode ser necessário uso de medicação prescrita por médico psiquiatra. Atividades físicas e técnicas de relaxamento também contribuem e são recomendadas.

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