Dependentes químicos podem se divertir no carnaval evitando drogas e álcool

Chegou a hora de cair na folia. O carnaval já está no DNA da cultura do brasileiro, sinônimo de festa, alegria, descontração e liberdade total. Mas tem a turma que abusa desta liberdade de ser feliz e acredita que só é possível curtir o carnaval se estiver acompanhado de bebida alcoólica ou outras drogas. Detalhe: em grande quantidade. Um engano cada vez mais comum.

Esta época do ano requer atenção redobrada para quem está em tratamento ou passou recentemente por clínicas de recuperação. O psicólogo Marcelo Parazzi, psicólogo da Clínica Terapêutica Viva, explica que o carnaval é uma situação de risco para aqueles que são dependentes de álcool ou outras drogas. “Diante dessas situações, essas pessoas correm alto risco de perda do autocontrole. É nesse momento que mesmo desejando dizer não ao álcool e às drogas, muitas vezes o indivíduo não dá conta em ambientes que há grande exposição de bebidas e drogas, pois sua habilidade está fragilizada. Sendo assim, o melhor a fazer organizar festas em família ou amigos em casa, numa chácara para curtir carnaval, mas sem a oferta de drogas e bebidas alcoólicas. A família pode dar suporte ao dependente químico ou alcoolista que precisa se conscientizar desses riscos e escolher zelar pela manutenção de sua abstinência”.

Dependente químico ou não, o bom mesmo é poder se divertir sem nenhuma droga. Por isso, o psicólogo Marcelo Parazzi dá algumas dicas de como curtir o carnaval sem excessos:

  • Paquere,
  • Dance,
  • Tenha boas conversas,
  • Dê risada,
  • Aproveite para estreitar as amizades e fazer novas.

Não curte carnaval? Olha o que é possível fazer:

  • Camping,
  • Hotéis e locais com programação alternativa,
  • Retiros,
  • Cinema,
  • Teatro,
  • Descansar e curtir a família,
  • Fazer exercícios.

Mesmo com todas essas as dicas, se você decidir beber, não se esqueça de estar bem alimentado, se hidratar com água, beber devagar e espaçar uma dose da outra. E mantenha-se longe do volante!

Consequências dos excessos

De acordo com o psicólogo, os riscos são variados. Vão desde intoxicações graves que podem levar indivíduos a desidratações, arritmias, riscos de AVC, vitimizar ou ser vítima de violência, possibilidade de acidentes com sérias consequências, perda de consciência com risco de coma e uma infinidade de outros danos. 

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