Por que esperamos tanto para pedir ajuda?

Todo fim de ano desperta em nós uma reflexão sobre o ano que está finalizando e estimula objetivos para o ano novo. Esta sensação de encerrar um ciclo e começar outro do zero é muito importante para a nossa motivação e perceber a capacidade da vida de se renovar.

Por outro lado, adiamos resoluções importantes nesta época, mas evitar pensar no problema não faz com ele deixe de existir.  E quando se trata de uma doença, será melhor esperar o início de um novo ciclo?

A palavra esperar não fez parte da carta ao Papai Noel feita por um adolescente de 14 anos da cidade de Fernandópolis, no interior de São Paulo. A urgência? A internação da mãe do adolescente, que é dependente química. O adolescente escreveu a carta e entregou aos Correios, dentro da campanha realizada pela empresa todos os anos que disponibiliza as cartas para quem pode dar presente a uma criança carente.

Uma funcionária da Santa Casa de Fernandópolis ficou sensibilizada com o pedido, levou a carta para o hospital em que ela trabalha e ajudou a mobilizar diversos órgãos e, enfim, o adolescente viu a mãe ser internada para o tratamento da dependência química no dia 4 de dezembro.

A dependência química é uma doença complexa que traz sofrimento para o dependente e, principalmente, para seus familiares. Mesmo sabendo da necessidade de tratamento, há famílias que adiam buscar o acompanhamento médico, adiam por tempo indeterminado uma internação, principalmente se o dependente químico for involuntário. Aqui na Clínica Viva, nós entendemos que esta é uma das situações mais difíceis na vida de qualquer família, de fato não é fácil e nem agradável para uma mãe ter o seu filho longe de casa neste período do ano. Claro que sentimentos como a culpa, medo do ressentimento do paciente ou mesmo ameaças que costumam fazer sob efeitos da droga ou em crises de abstinência. Estes são sentimentos naturais do ser humano, mas é importante reafirmar a razão desta decisão, que trata-se da salvação deste filho ou marido de  uma doença tão cruel. A família pode buscar apoio da orientação com os psicólogos, entender o processo de tratamento e criar novas perspectivas para um futuro melhor.

É claro que a internação não deve ser feita de qualquer jeito, pelo contrário. É preciso buscar informações e esclarecer as dúvidas. Além disso, nem todos os casos de dependência química precisam de internação. Quando é tratado no estágio leve a moderado, o dependente pode fazer tratamento ambulatorial. O que a família não pode esquecer é que, por se tratar de uma doença, quanto mais rápido iniciar um tratamento adequado, melhor.

Para começar o tratamento da dependência química, não é preciso esperar por Papai Noel, muito menos iniciar um ano novo. A partir do momento em que há necessidade, qualquer momento é hora de começar.

Se você ou algum familiar precisa de ajuda, informe-se! Acesse www.ctviva.com.br e entre em contato com a Clínica Viva. Um ano ou um ciclo melhor começa a partir das escolhas de hoje.

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