Jogo Patológico: saiba mais sobre a doença mostrada na novela Joia Rara

Na novela Joia Rara (Globo), o contador Venceslau, interpretado pelo ator Reginaldo Faria, é jogador patológico. Além das cenas nas casas de jogos, a novela mostra a angústia em que o jogador e a família vivem em razão dos problemas que esta dependência causa.

Em diversas cenas, o personagem traz características comuns para quem sofre com jogo patológico: envolve a família, que paga algumas dívidas com a esperança de que tudo se normalize, perde os bens materiais (incluindo a casa), tem a vida ameaçada por agiotas, entre outras situações. Em um momento de desespero para jogar, e sem recursos financeiros para isso, Venceslau apostou a própria filha e acabou perdendo. Com isso, a filha, interpretada por Carolina Dieckmann, foi obrigada a casar.

O jogo patológico não é apenas ficção. É realidade na vida de muitas pessoas. “É considerado jogador compulsivo quando o indivíduo começa a perder o controle sobre sua vida, afetando a área familiar, profissional e financeira, pois as apostas aumentam, deixando também de realizar várias coisas para jogar, ocasionando outros tipos de comportamentos compulsivos, como a mentira para disfarçar a situação, por exemplo”, explica a psicóloga Andréia Guimarães, da Clínica Viva.

Andréia explica que, geralmente, o jogador começa como um passatempo. “A pessoa às vezes consegue ganhar dinheiro e acredita na ‘sorte’, não vê as consequências dos jogos. Acredita que sempre pode ganhar, não vendo que a derrota está muito perto desses impulsos”.

Com isso, as apostas se tornam mais frequentes e altas. E, ao perder, o jogador acredita que poderá recuperar facilmente o dinheiro. Mesmo quando ganha alguma jogada, a pessoa não consegue parar, achando que precisa aproveitar a sorte e acaba perdendo mais dinheiro. E, assim, fica em um ciclo vicioso, como o personagem da novela.

A dependência em jogos de azar pode atingir homens e mulheres de todas as idades e classes sociais. Mas hoje é possível recuperar-se com tratamento. Segundo a psicóloga Andréia Guimarães, um os métodos mais eficazes é a psicoterapia. “Neste tipo de tratamento, é feita a conscientização dessa dependência, pois os jogadores, geralmente, negam que são dependentes do jogo, além de tratar os outros comportamentos disfuncionais comuns em quem sofre desse transtorno”.

Na Clínica Viva, é possível realizar um tratamento especializado e eficaz para tratar o jogo compulsivo. Para saber mais detalhes como funciona, clique aqui.

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