A obesidade e as emoções

Mais do que suprir uma necessidade biológica, comer está ligado ao emocional. A dificuldade em emagrecer (ou a facilidade em engordar), não passa apenas por problemas de saúde ou genética. Na verdade, a obesidade também está ligada às emoções. Este tema foi uma das reportagens da série especial sobre Obesidade no Jornal Hoje (Globo) na última semana.

Ansiedade, tristeza e depressão são alguns dos motivos que podem fazer com que uma pessoa coma compulsivamente, colocando o alimento, assim, como uma recompensa para aliviar essas emoções. E a consequência comer exageradamente? Quilos a mais!

“A alimentação não pode ser dissociada, assim como a sexualidade, do seu aspecto prazeroso. É uma necessidade prática e também uma fonte de desejo, talvez a mais importante. Sociólogos como Durkheim definem como lubrificante social. Ele diz ‘o alimento e a bebida cumprem o papel, não só de suprir a necessidade material, mas de fornecer uma esfera de realização de prazer individual e coletivo’”, revelou Henrique Carneiro, professor doutor especializado em história da alimentação da USP durante a reportagem, exibida no dia 9 de outubro.

Se antigamente, acumular gordura era questão de sobrevivência e de riqueza, hoje a gordura acumulada é motivo de preocupação. Para você ter uma ideia, doenças provocadas pelo excesso de peso matam cerca de 2,6 bilhões de pessoas todo ano.  Só no Brasil, segundo o último levantamento, cerca de 51% da população está acima do peso.

É só fechar a boca que emagrece, certo? Não é bem assim. A obesidade é uma doença crônica. Para conseguir voltar a ter uma vida mais saudável, quem sofre com obesidade precisa de acompanhamento profissional de várias especialidades, como nutricionista. A psicoterapia também é uma das especialidades necessárias para o sucesso do tratamento pois, através desta metodologia, é possível entender melhor a relação das emoções com a comida e aprender o que fazer quando está passando por uma situação que dá vontade de comer.

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