Ciúme é tema do programa Encontro

Seja no papel do ciumento ou da vítima, o ciúme é algo cotidiano nas relações, especialmente amorosas. O programa Encontro (Globo), apresentado pela jornalista Fátima Bernardes, debateu esse tema na última quinta-feira (18).

Entre os convidados estavam o ator Marcius Melhem, que acha que o ciúme é uma perda de tempo. “Não perco meu tempo naquilo que não tenho controle. Não adianta ficar cercando. Se você tem confiança, tem que confiar, até porque você não fica 24 horas com a pessoa, se ela quiser aprontar, ela vai aprontar. Se quiserem olhar para ela, vão olhar. Não adianta perder o tempo porque você não tem controle”, afirmou.

Além dele, outros convidados relataram suas experiências e opiniões sobre o ciúme, entre eles a atriz Sophia Abrahão e o cantor Jorge Vercilo.

Para a psicanalista Sandra Teixeira, a relação amorosa não precisa necessariamente ter ciúme, pois os ciumentos costumam ter baixa autoestima. “É uma desculpa essa história de que o amor precisa do tempero do ciúme. O ciumento é um atormentado porque ele sofre muito. É trabalhoso, ele tem que controlar a vida do outro, tem rituais para se manter seguro, porque tudo é fruto da insegurança dele”.

Ela também citou a linha tênue entre o ciumento e o ciumento patológico, onde ele não consegue ter controle dos sentimentos. “O ciumento adora a palavra controle. Isso não me parece amor. O amor está ligado ao querer bem do outro e o ciumento é capaz de destruir o outro e até matar”.

Para casos de ciúme patológico, o mais indicado é a terapia cognitiva-comportamental para que possa aprender a controlar os impulsos do ciúme. Para saber mais sobre a doença, clique aqui.

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