Pais devem alertar os filhos sobre drogas desde pequenos

Pesquisas recentes revelam que o contato dos jovens com as drogas tem acontecido cada vez mais cedo. Sabemos que a orientação da família é muito importante no combate às drogas. E esse cuidado não deve ser apenas para adolescentes e jovens. As crianças devem ser orientadas desde pequenas sobre o que são e as consequências das substâncias químicas, desde drogas lícitas, como álcool e cigarro, e até as ilícitas, como maconha e crack.

De acordo com a psicóloga Sonia Paes Breda, da Clínica Viva, o que os pais dizem ou fazem tem influência significativa no modo de agir dos filhos, inclusive no futuro. “Os pais são os modelos mais importantes para a criança, por isso devem sempre dar atenção, carinho, bons exemplos, incentivá-los a enfrentar dificuldades usando seus próprios recursos emocionais e intelectuais, além de participar das atividades dos filhos, conhecer os amigos e locais frequentados por eles”, recomenda a psicóloga.

Mas existe idade mínima para se falar sobre drogas com as crianças? “Pode parecer muito cedo que os pais tenham diálogos sobre drogas com seus filhos na idade de 2 a 5 anos, mas é nessa idade que fortes influências sobre as tomadas de decisões serão tomadas mais tarde. Além disso, é uma fase onde as crianças são movidas por uma enorme curiosidade”, esclarece Sonia.

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Para conversar sobre drogas, os pais precisam estar bem informados. É importante os pais estarem preparados para explicar como as drogas agem no organismo, os efeitos e as consequências que elas provocam. Porém, os pais devem buscar abordar o assunto conforme a idade delas.

“Pode ser abordado usando histórias infantis, como a da Branca de Neve, chamando atenção das crianças para os males causados por um produto oferecido pelos outros. Dependendo da idade, as conversas podem acontecer através de um programa de televisão uma cena na novela sobre drogas ou álcool, um anúncio no jornal, um filme, ou até mesmo na rua, se os pais com os seus filhos encontrarem um grupo de jovens consumindo bebidas alcoólicas, por exemplo. Explicar que medicamentos só devem ser usados se for necessário. O diálogo pode ser construído de várias maneiras”, orienta Sonia.

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