Proibição de publicidade, promoção e patrocínio é tema do Dia Mundial Sem Tabaco

O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado hoje, 31 de maio, foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) visando alertar a população dos malefícios do cigarro. Este ano, traz o tema “Proibição de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco”. No Brasil, a Lei 12.546 de dezembro de 2011 ampliou para os locais de venda a restrição da propaganda de produtos do segmento, que já existia desde 2000 nos meios de comunicação (jornais, televisão, rádio). O patrocínio de eventos culturais e esportivos também está proibido.

Um em cada três brasileiros deixou de fumar entre 1989 e 2010, por medidas restritivas de propaganda no País – incluindo a adoção de avisos sobre os riscos de fumar nas embalagens. É o que diz uma pesquisa feita no ano passado e neste ano. O trabalho é fruto de uma parceria entre Universidade de Waterloo, Canadá, Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (Inca), Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Fundação do Câncer, Aliança de Controle do Tabagismo (ACTbr) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab). Ao todo, foram entrevistadas 1.830 pessoas das cidades de Porto Alegre, Rio e São Paulo.

A psicóloga Ilana Pinsky é uma das responsáveis pelo projeto “Publicidade de Tabaco no Ponto de Venda”, promovido pela Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Drogas (ABEAD). “Iniciativas como essa estão alinhadas com o nosso objetivo, que é participar efetivamente da discussão e elaboração de políticas públicas de prevenção e tratamento do uso de tabaco”, enfatiza.

De acordo com Ilana, existem diversas pesquisas comprovando que a publicidade é, de fato, percebida pelos adolescentes e contribuem para a construção cognitiva acerca de determinada marca. “Especialmente quando os maços de cigarro estão dispostos ao lado de doces, balas e revistas. A exposição estratégica torna o ambiente amigável à iniciação e ajuda a normalizar o produto perante os jovens”, ressalta. A idade média de iniciação é de 15 anos, e 90% dos tabagistas começam a fumar antes dos 19.

Outra medida tomada para evitar que os jovens sejam atraídos pelo cigarro foi a resolução, aprovada em março deste ano, estipulando que os fabricantes não poderão colocar aditivos que alterem o sabor ou cheiro dos produtos relacionados ao fumo a partir de 2014. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o objetivo é reduzir o número de novos fumantes, em especial os jovens atraídos pelos produtos aromatizados.

Uma das maiores dificuldades em parar de fumar é a crença da pessoa de que precisa do cigarro para relaxar ou se sentir confiante. Pensando nisso, a Clínica Viva utiliza a terapia cognitivo-comportamental que tem por objetivo modificar os padrões de comportamentos e pensamentos disfuncionais. O fumante aprende a lidar com as situações que o leva a fumar. Saiba mais detalhes sobre o tratamento clicando aqui.

Com informações do SEG, Revista Exame e Jornal O Globo

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