Campanha contra anorexia compara modelos a croquis

Um corpo magro igual a um desenho de moda. É a comparação feita por uma campanha da agência de modelos brasileira Star Models que visa alertar as jovens e modelos do perigo da anorexia. Na campanha, modelos são colocadas ao lado de croquis com a mesma peça de roupa.

As imagens demonstram proporções fora de alcance de qualquer mulher saudável, com braços e pernas longas e finas. Para que as modelos ficassem parecidas com os desenhos, foram utilizados truques de um programa de edição de imagem nas fotos. A campanha também utiliza a frase “You are not a sketch say no to anorexia”, o que seria traduzido algo como “Você não é um croqui. Diga não à anorexia”.

A campanha chega na mesma época em que o Brasil foi alvo de críticas pela mídia estrangeira devido a magreza e flacidez de algumas  modelos do Fashion Rio, que acabou no dia 19 de abril.

No site espanhol “El Mundo” e no inglês “Daily Mail”, as modelos brasileiras foram criticadas por conta do excesso de flacidez, celulites e magreza exagerada. Em uma fotografia da Agência Efe, as nádegas da gaúcha Shirley Mallman causaram impacto e foram motivo de questionamento sobre a imposição de padrão, que ultrapassa o limite do aceitável para uma condição saudável.

A estilista da marca Salinas, Jacqueline Di Biase, declarou que se pudesse escolher as modelos que iriam vestir suas criações, optaria por mulheres mais encorpadas. “Eu prefiro muito mais as meninas que têm um aspecto mais saudável, porém, existe um padrão, já que elas não desfilam só para a moda praia. São as agências que selecionam essas modelos e oferecem aos estilistas as opções, ou seja, não temos muita escolha com relação a isso”, explica a estilista.

Em Israel, entrou em vigor uma lei que exige um índice de massa corporal mínima de 18,5. E para desfilar, as modelos devem apresentar um atestado médico que comprove que elas mantiveram esse índice por três meses.

No Brasil não existe ainda uma lei que regulamente um padrão saudável para as modelos, o que torna o assunto preocupante, já que as tops brasileiras são figuras públicas e têm o poder de influenciar milhares de jovens.

Com informações da revista Época e portal Vírgula

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