Após gastar R$80 mil em clínicas de recuperação, família recorre à Justiça para internar dependente

Pais que, mesmo recorrendo à Justiça, não conseguem internação do filho dependente químico. Este é um drama vivido por muitas famílias no Brasil. Um caso recente que repercutiu na mídia foi do jovem Carlos Vitor Rezende Oliveira, 26 anos, da cidade de Teresópolis (RJ). O juiz Márcio Olmo Cardoso, da 3ª Vara Cível da cidade, determinou no último dia 11 que o município e o estado providenciassem a internação compulsória do rapaz.

No mesmo dia 11, parentes o localizaram mendigando na Favela Nova Holanda, na Maré, depois de um mês sem contato, e o levaram, provisoriamente, para unidade de recuperação de alcoólatras. Mas o local, além de ser administrado pela Prefeitura do Rio, e não pelo Estado, não é adequado para seu caso.

“Ele precisa de clínica especializada em desintoxicação, com equipe multidisciplinar e estruturada para atender ao seu grave caso”, justifica a mãe, a dentista Eliane Ferreira Rezende, 54, que disse ter passado a semana toda ligando para representantes das secretarias de Saúde de Teresópolis e do Estado, tentando o cumprimento do mandado.

“Só obtive respostas irônicas. Senti um frio jogo de empurra. O município e o Estado estão desrespeitando um ser humano que luta pela vida e desafiam a Justiça”, desabafa Eliane(foto) para o jornal O Dia.

Um dos fatos que chama atenção é que a família, de classe média, já gastou mais de R$ 80 mil em 28 internações do filho. Este dado mostra que, embora os pais internem pensando no melhor para o dependente, muitas vezes preferem o menor preço ou são enganados por promessas.

Como diz o ditado, o barato sai caro. Não são poucos os casos de fraudes envolvendo clínicas de recuperação, desde propaganda enganosa, falta de alvará de funcionamento até maus-tratos. Por isso, quando a família tem condições de pagar, deve avaliar a clínica não apenas pelo preço e, sim pela qualidade de serviço prestado, infraestrutura de atendimento, capacitação dos profissionais que cuidarão do dependente, entre outros itens fundamentais para que o dependente químico esteja bem amparado no tratamento.

 

Com dados do jornal O Dia

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