Overdose: quanto uma pessoa pode suportar?

Overdose também pode ser causada por substâncias lícitas, como álcool

O organismo humano é uma máquina espetacular, capaz de se organizar de forma surpreendente para sobreviver mediante as situações mais extremas. Infelizmente, sua capacidade e velocidade em metabolizar algumas substâncias, de forma que possam ser excretadas do corpo, é limitada e pode estar afetada em determinados indivíduos. O abuso de doses cavalares de remédios ou drogas ilícitas é capaz de levar o paciente a um estado gravíssimo, que pode ser fatal: a overdose.

A overdose ocorre quando uma pessoa acaba consumindo determinado tipo de substância em uma dose que o organismo é incapaz de suportar. O principal órgão afetado é o fígado, responsável por recolher todos os elementos indesejados e metabolizá-los, isto é, transformá-los em outra substância menos nociva e mais hidrossolúvel, para que possa ser excretada através da urina com maior facilidade.

O problema é que, quando ocorre o consumo exagerado de uma substância química como fármacos, álcool ou drogas ilícitas, o fígado acaba sendo incapaz de eliminar todos os compostos maléficos na mesma velocidade com que são absorvidos pelo corpo. O resultado é uma intoxicação que, em situações graves, como na overdose, costuma estar associada à depressão do sistema nervoso central e parada cardiorrespiratória, levando o paciente a óbito.

Normalmente, os efeitos da overdose variam de pessoa para pessoa e o quadro sintomático é muito dependente do tipo de substância envolvida, da quantidade ingerida e das formas de uso. Podem ocorrer sinais e sintomas agudos e crônicos, dentre os quais agitação, sudorese fria, delírios, taquicardia, hipertensão arterial, arritmia cardíaca, febre alta, convulsões e intensa dor no peito.

A overdose é um quadro grave, que coloca em risco a vida do paciente e por isso necessita receber uma avaliação médica imediata. Esse problema não precisa ser necessariamente causado por substâncias ilícitas. Pode ocorrer também devido a ingestão de doses inadequadas de medicamentos, secundários à automedicação.

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Fonte: Jornal da Manhã

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