Crack: Clínicas particulares cobrem lacuna do Estado

Foto: Bia Borges

No início do ano, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Combate ao Crack, que disponibilizaria R$ 4 bilhões de recursos para combater a epidemia da substância derivada da cocaína. Mas, segundo o psiquiatra da Unifesp/Uniad Ronaldo Laranjeira, este dinheiro não está chegando aos estados. “Cadê, eu não vi!”, disse durante o lançamento do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, na quarta-feira.

Se o Governo, em sua opinião, trata a questão da prevenção, do tratamento e controle com superficialidade, cabe à rede de atenção como um todo tomar atitudes para mudar este quadro. “A iniciativa privada também faz parte deste organismo, sem dúvida, cobrindo parte da lacuna deixada pelo Estado”, disse se referindo a Clínicas de Reabilitação que realizam o tratamento de dependentes químicos.

Para Laranjeira, é preciso uma estratégia que fortaleça a rede de atenção como um todo, já que o Governo se propôs a fazer do combate às drogas uma política de Estado. E esta política tem de ser reverberada em todos os setores da sociedade. “Hoje, se alguém tem um infarto, o plano de saúde cobre; mas se é diagnosticado como dependente químico, raramente isso acontece”, diz.

O Crack no Brasil

Os números do estudo preocupam, uma vez que revelaram que o Brasil é o maior mercado mundial de crack e fica atrás apenas dos Estados Unidos no consumo de cocaína. O Levantamento da Lenad revela que pelo menos 2,8 milhões de brasileiros usaram a droga, de forma inalada ou fumada, nos últimos 12 meses.

Confira mais dados sobre a pesquisa no link abaixo:

http://ctviva.com.br/blog/brasil-e-o-maior-mercado-mundial-de-crack-de-cocaina-so-fica-atras-dos-eua/

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