Livro discute a internação compulsória para dependentes químicos

Mostrar a importância da internação compulsória para dependentes químicos e analisar o envolvimento dos jovens com as drogas, principalmente com o crack, é o que promete a leitura de “Droga! Internar não é prender”, de Odailson da Silva. A obra reflete sobre a visão de setores dos direitos humanos que entendem o internamento como uma iniciativa que fere o princípio da liberdade de ir e vir de todo cidadão.

Na opinião do autor, o Estado tem o dever de internar, sobretudo menores de 18 anos, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece a dependência química como uma doença mental. “Esse menor usuário abusivo de drogas está, temporariamente, desprovido da sua capacidade de discernimento. O Estado tem sim que internar, porque se não fizer isso, depois ele irá prendê-lo”.

Fruto de uma pesquisa de mais de cinco anos e da experiência adquirida pelo autor, após trabalhar durante seis anos em clínica de recuperação para dependentes químicos, o livro convida o leitor para um olhar diferenciado sobre o que, atualmente, a sociedade entende como internação compulsória.

“O Estado tem o dever de internar, sobretudo menores de 18 anos, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece a dependência química como uma doença mental.”

Conforme Odailson, as pesquisas demonstram que os usuário de crack são responsáveis pelos crimes contra o patrimônio, roubo e furto. Um dos principais pontos tratados, está no capítulo que questiona “Onde internar o dependente químico?”.

“Hoje, 80% dos internos do Brasil estão nas comunidades terapêuticas e quase toda a sua totalidade tem um viés religioso que não é a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas como o Governo do Estado não faz o seu papel, os que existem são de iniciativas privadas”, defende.

População carente

Entendendo que a internação compulsória já existe para as classes A e B, o livro foca a internação para os mais carentes. Também é levada em consideração a chegada de grandes eventos no Brasil, como a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. “Alguns setores consideram essa internação compulsória como uma assepsia social. Querem tirar a sujeira da cidade para os turistas não verem e colocar em outro canto. Faço, no livro, uma comparação entre o recolhimento compulsório e a internação compulsória” diz.

O livro pode ser adquirido diretamente com o autor, Odailson da Silva, através do e-mail: odailson1975@hotmail.com

Fonte: Diário do Nordeste

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