Maior parte dos dependentes da Cracolândia defendem tratamento como solução

Psicóloga comenta a respeito do tratamento além da internaçãoEstudo feito com pacientes do Cratod em São Paulo, afirma que, segundo eles, a melhor solução para dependentes de crack é o tratamento. Psicóloga da Clínica Viva comenta a respeito desta opinião.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou na última semana um estudo realizado com 125 pacientes do Centro de Referência de Tratamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), no Bom Retiro. A maior parte acredita que a melhor solução para os frequentadores da cracolândia em São Paulo é o tratamento dos dependentes.

Dos entrevistados, além dos 36 que acreditavam ser necessário o tratamento para os dependentes, 28 afirmaram que é preciso construir mais polos de saúde, cultura e lazer, 11 são favoráveis à internação para todos os frequentadores da cracolândia e 16 afirmaram a necessidade de “acabar” com ela, mas sem explicitar como deveria ser realizado.

A internação, vista como solução para a minoria dos pesquisados, segundo a diretora do Cratod, Marta Jezierski, essa opinião ocorre porque estes pacientes já passaram por várias internações e continuaram usando substâncias.

Segundo a psicóloga da Clínica Viva, Luciana Yukiko, que há anos trabalha na área da dependência química, a internação é importante quando ela é necessária. Segundo ela, esta é  apenas uma etapa do tratamento, onde o paciente passa um período cuidando das crises eminentes, passando por um processo de desintoxicação e é acompanhado de um tratamento especializado com diversos profissionais de saúde.

“Após essa etapa um acompanhamento em unidades ambulatoriais é necessário. O paciente também será acompanhado por profissionais de saúde, para que ele consiga de fato mudar seu estilo de vida, buscando seus objetivos e a qualidade de vida”, disse Luciana. Ela também reforça que há casos em que há a necessidade de acompanhamento dos serviços da rede pública para dar continuidade ao tratamento.

Balanço

Em um mês de operação ocorreram 186 internações de dependentes químicos. Segundo balanço do governo, 13.361 pessoas foram abordadas por equipes da assistência social, da saúde ou da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Ao todo, 1.477 foram encaminhados a serviços de saúde.

Veja com detalhes as opiniões dos dependentes químicos em tratamento acessando a matéria do portal G1 na íntegra. Para acessá-la clique aqui.

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