Tratamento tamanho família

Gelson e Janaína optaram pelo tratamento para formar sua famíliaPor Ana Paula Cury – Assessoria de Imprensa Clínica Viva

Com filha nascida em meio à dependência química, casal decide realizar tratamento para formar sua família.

O portal iG publicou nesta última terça-feira (17) uma matéria a respeito de uma família que se formou em meio a dependência do crack na cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul e graças ao nascimento da filha caçula, há dois anos, os pais dependentes químicos decidiram buscar ajuda. A psicóloga Luciana Yukiko, que há anos trabalha na recuperação de dependentes, comenta como a família pode ser uma base aliada na hora do tratamento.

A matéria escrita pela jornalista Fernanda Aranda, uma das referências da editoria de saúde do portal iG, principalmente em matérias sobre drogas, ilustrou a história de Iasmin, a filha de dois anos que está junto à sua família graças ao empenho dos pais Gelson e Janaína para largar o crack. O casal se conheceu numa boa de fumo na região central da capital gaúcha no ano de 2001, quando ambos precisaram juntar dinheiro para comprar a droga.

Ao longo dos anos moraram em ruas, calçadas e pontilhões. Até que em 2006 tiveram o primeiro filho, Felipe, que depois de nascer foi levado para a avó paterna para ser criado, já que seus pais não tinham condições e recursos para cuidar da criança. Até que em 2010 nasceu Iasmin. Ambos os filhos foram concebidos, gestados e paridos em meio ao uso compulsivo da droga pelos pais.

Após o nascimento de Iasmin, Gelson e Janaína optaram pelo tratamento para se livrarem da droga e poderem, finalmente, formar uma família e cuidar dos dois filhos que geram em épocas difíceis.

Isso demonstra que a família pode ser sim uma aliada na hora do tratamento. Segundo Luciana Yukiko Ambrósio, psicóloga da Clínica Terapêutica Viva a família torna-se uma aliada no momento em que ela aceita que existe uma pessoa doente dentro de casa. “A partir do momento em que a família está aberta às informações, participa de orientações sugeridas para acompanhar o paciente em tratamento, pode acabar se tornando uma grande aliada nesse processo difícil de tratamento, resultando no sucesso do tratamento”, disse ela.

No caso do desenvolvimento das crianças, as sequelas poderão aparecer ao longo do tempo, na reportagem do portal iG o psiquiatra da Associação Brasileira do Estudo de Álcool e Drogas, Sérgio de Paula Ramos afirma que o tratamento ainda é incerto e que os prejuízos são pouco conhecidos.

“Estes bebês já nascem com sinais de abstinência. Não dormem, não têm fome, são irritados, transpiram muito”, completa Fábio Barbirato – psiquiatra da Associação Brasileira de Psiquiatria, especializado em filhos de dependentes e que atua com recém-nascidos do Rio de Janeiro.

“A longo prazo, não sabemos os efeitos nestas crianças, mas é certo que o acompanhamento minucioso para amenizar os danos – com medicações e terapia – precisa ser feito por no mínimo cinco anos. Algo que hoje é utópico dentro de um contexto de uso de crack”, disse Fábio. A psicóloga Luciana Yukiko concorda que o ideal é ter um acompanhamento profissional para observar o desenvolvimento delas como uma questão de prevenção aos possíveis acontecimentos futuros.

Leia na íntegra a matéria de Fernanda Aranda, do portal iG clicando aqui.

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