Clínica Viva se aproxima de comunidades para ampliação do atendimento

Presidente da Clínica, Inácio MarchettePara presidente da Clínica, momento é de expandir parcerias de sucesso com Comunidades Terapêuticas para ampliação da rede de atenção à dependência química em todo o Brasil.

Nunca se falou tanto em tratamento da dependência química quanto nos tempos atuais no Brasil. Entretanto, comunidades terapêuticas e Clínicas Médicas Especializadas acabam atuando de maneiras distintas, sem muita relação e às vezes até de lados opostos, embora tenham objetivos semelhantes: cuidar de pessoas que foram vitimadas pela dependência.

Em entrevista exclusiva, o diretor-presidente da Clínica Viva, Inácio Carlos Marchette diz que há muito mais em comum entre os dois modelos do que divergência e por isso é preciso aproximação do setor. Para ele, muitas parcerias entre a Clínica e comunidades têm mostrado que este é o caminho para a ampliação do atendimento no Brasil. “Posso dizer que tem sido importante para as Comunidades Terapêuticas que podem usufruir de nossa rede e para nós, que temos nas comunidades uma grande parceria de encaminhamento”, diz.

Entre os pontos fortes de parcerias com comunidades, Inácio Marchette destaca a possibilidade de receber encaminhamento de serviços para os quais elas não estão legalmente habilitadas, como o caso de internações involuntárias. Outra possibilidade pontuada é o encaminhamento de pacientes para o serviço ambulatorial da Clínica Viva, cuja rede mantém unidade em vários estados brasileiros. A vantagem do atendimento ambulatorial da empresa é que o projeto de tratamento foi desenvolvido por profissionais da área da saúde com vasta experiência no tratamento da dependência química e, por esse motivo, vem apresentando grandes resultados. Sabe-se que nem todos os casos necessitam de internação e por isso o atendimento ambulatorial pode ser a melhor alternativa, desde que haja um projeto formatado de tratamento, como o da Clínica Viva.

Para Inácio Marchette, as parcerias já existentes têm se mostrado positivas tanto para a Clínica quanto para as comunidades e ressalta: “Queremos estreitar dia-a-dia esta nossa parceria com as comunidades e agregar outras que ainda não são parceiras para juntos ampliarmos atendimento em território nacional”.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Como é a relação entre a Clínica Viva e as comunidades terapêuticas?

Inácio Marchette: É uma relação de parceria, a Clínica Viva se dispõe ao atendimento dos encaminhamentos das Comunidades Terapêuticas, em especial para aqueles serviços (tratamentos) para os quais elas legalmente não estão habilitadas como é o caso da internação involuntária, principalmente. Também temos sido parceiros das Comunidades na pós-internação dos pacientes oriundos destas, para isso usamos nossa REDE que hoje é a maior rede particular do Brasil e fazemos o acompanhamento dos dependentes após saírem do tratamento nas comunidades. Posso dizer que esta parceria tem sido importante para as comunidades que podem usufruir de nossa REDE e para nós que temos nas comunidades uma grande parceria de encaminhamento.

Como é vista a aproximação da Clínica Viva com as comunidades e o que se espera do futuro? 

Inácio Marchette: Sem dúvida, queremos estreitar dia-a-dia esta nossa parceria com as comunidades e agregar outras que ainda não são parceiras para juntos ampliarmos atendimento em território nacional.

De que forma as comunidades terapêuticas podem se beneficiar da parceria com a Clínica?

Inácio Marchette: Elas se beneficiam de algumas formas, primeiro por terem a oportunidade de encaminhar seus pacientes para o atendimento de pós-internação para vários locais do Brasil, e sabemos que a maioria das Comunidades tem um atendimento bastante ampliado e que não está restrita a sua região de atuação. A maioria encaminha para os Grupos de Auto-Ajuda (que são de suma importância) e nossas parceiras sempre continuam encaminhando para os Grupos, uma vez que nosso atendimento é de ambulatório, com profissionais de psicologia, o que não substitui a participação em Grupos de Auto-Ajuda. Outro benefício, como já falei, é de poder encaminhar pacientes que elas não estão habilitadas a atender como é caso das internações involuntárias ou compulsórias. Neste caso, elas são beneficiadas por poderem atender a demanda da família e do paciente também; o mesmo se aplica para casos de internação feminina, já que uma boa parte das comunidades não dispõe de unidades femininas.

Qualquer comunidade de qualquer lugar do Brasil pode ser parceira da Clínica Viva?

Inácio Marchette: Sem dúvida, qualquer comunidade de qualquer parte do País pode ser nossa parceira, e estamos sempre abertos para novas parcerias.

Como é o procedimento para ser parceiro da Clínica?

Inácio Marchette: Basta entrar em contato com nossa sede em Sorocaba e solicitar seu cadastramento; a partir de então já esta habilitada a usar nossa REDE. Lembrando que esta parceria não tem qualquer custo para as Comunidades.

Caso uma comunidade se torne parceira, como ela poderá acompanhar ou saber informações sobre o paciente encaminhado?

Inácio Marchette: Estas informações podem ser obtidas na nossa unidade mais próxima de seu local de atuação. Nós trabalhamos em rede através de um sistema online que possibilita as nossas unidades terem sempre informações sobre todos os pacientes encaminhados. (Mais informações sobre a rede de atendimento no site www.ctviva.com.br).

Em relação aos encaminhamentos, até onde vai a responsabilidade da comunidade e onde começa a responsabilidade da Clínica?

Inácio Marchette: Creio que somos sempre co-responsáveis em qualquer parceria. Uma família que encaminhou seu parente para uma das nossas unidades para internação através de uma Comunidade, sempre vai de alguma forma cobrar desta informações e satisfação se alguma coisa não sair conforme a expectativa. Mas na verdade garantimos todo nosso profissionalismo, e nossa trajetória como Clínica chancela o que estou falando, para realizar o melhor atendimento para família e paciente. No caso de pós-internação, vale a mesma regra.

O que a família e o paciente têm a ganhar com esta união de forças entre comunidade e clínica médica?

Inácio Marchette: Enquanto a comunidades têm a essência da vida em comum, a Clínica Médica tem a essência do tratamento profissional, possibilitando abordagens diferentes de tratamento e forma de tratamento diferente, como é o caso, volto a frisar, da internação involuntária.

De que forma a Comunidade comunica às famílias sobre a parceria?

Inácio Marchette: Cada uma tem trabalhado a sua forma, mas a maioria quando da internação, já comunica às famílias sobre a pós-internação; da mesma forma, colocam em seus meios de divulgação a internação involuntária e quando são procurados para este serviço, fazem então o encaminhamento para uma das nossas unidades de nossa REDE.

Há experiências que comprovam a eficiência de tal parceria?

Inácio Marchette: Nossa experiência, creio ser única; quanto a eficiência, podemos comprovar pela satisfação de nossos parceiros, que a partir do momento que se unem à Clínica Viva, continuam trabalhando desta forma conjunta. Mas não seria diferente, afinal atuamos com uma estratégia de parceria em que todos ganham: clínica, comunidades, mas, principalmente, pacientes e suas famílias.

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