Senador quer política integrada para tratamento de dependência química

Agência Senado

Em pronunciamento em Plenário na última quinta-feira (7) o senador Wellington Dias (PMDB-PI) destacou o trabalho que vem sendo realizado pela Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos de Álcool, Crack e Outras Drogas, da qual é presidente.

O senador registrou que as duas últimas audiências públicas promovidas pela subcomissão ouviram entidades representativas dos trabalhadores e da classe patronal, debatendo com ambas as categorias a importância de se reconhecer o problema da dependência química no trabalho e tratá-lo de forma eficiente.

“Estamos conseguindo arrancar boas experiências para o Brasil. O objetivo desta comissão é fazer com que o país tenha um sistema capaz de lidar com esse tema, uma rede que seja capaz de atuar na prevenção, na área do tratamento, da reinserção social e também do acolhimento, além de ter políticas voltadas para a redução de dependentes químicos, dependentes do álcool, do crack, da maconha, cocaína, medicamentos” – explicou o senador.

Ele ainda elogiou medida da presidente Dilma Rousseff que autorizou a qualificação de 14.700 profissionais da rede de Saúde e Assistência Social em especializações na área de dependência química, melhorando o atendimento na rede pública. Outra medida comemorada pelo senador foi a mudança na Resolução 101, da Anvisa, que passou a permitir convênios do governo federal com entidades e organizações civil de atendimento ao dependente químico.

O senador do Piauí citou ainda o exemplo da nova política de prevenção à dependência química adotada pela Petrobras. A estatal contabiliza que, para cada R$ 1 investido nas ações de prevenção à dependência química, R$ 8 são ganhos com a produtividade do trabalhador. A empresa conseguiu ainda reduzir o índice de 17% de dependentes entre seus funcionários para apenas 7%.

“Esses são exemplos positivos. Qual fruto queremos colher deste trabalho na subcomissão? Queremos ter um projeto completo, integrado, abraçado pela presidente Dilma, para que, no segundo semestre, possamos realizar a primeira conferência nacional de políticas sobre drogas. Para que a gente tenha uma pactuação entre todos os setores. Se fizermos isso, o Brasil terá uma grande chance de ser um país mais forte e desenvolvido, com uma população saudável” – argumentou.

Wellington Dias avisou ainda que a próxima audiência pública da subcomissão, prevista para o dia 12 de julho, contará com a embaixadora da Suécia, país com a política mais avançada na prevenção e tratamento da dependência química. O país europeu conseguiu baixar o índice de dependentes de sua população de 12% para apenas 2%.

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