Internação de dependentes químicos é apenas uma etapa do tratamento

Fantástico entrevista médicos especialistas em matéria especial sobre o Crack

O programa Fantástico exibiu nesta semana mais uma matéria sobre o drama das mães que fazem de tudo para recuperar seus filhos da dependência do crack. Entre os relatos de dependentes e seus familiares, o destaque ficou por conta do ponto de vista dos profissionais entrevistados que consideram a internação como importante intervenção, entretanto como apenas uma etapa do tratamento da dependência química.

“Se for um paciente que tem uma dependência instalada, que não consegue ficar sem a droga, a melhor chance que ele tem é se ele for internado”, explica Arthur Guerra, psiquiatra e coordenador do grupo de álcool e drogas da USP.

O conceito de tratamento da Clínica Viva considera fundamental o diagnóstico da intensidade da dependência para direcionar um tratamento com ou sem a internação. São três níveis de intensidade:

– Leve: quando o uso é esporádico ou até mesmo frequente, porém com quantidades menores da substância. Este indivíduo mantém suas relações sociais, familiares e vida profissional aparentemente estável. Há baixo comprometimento da saúde física e mental. É normal este perfil de dependente químico apresentar sinais de motivação para o tratamento, algumas vezes quando abordado pela família ou amigos.

Neste caso a intervenção pode ser através de tratamento sem a necessidade de internação, isso porque o paciente tem consciência que deve manter seus vínculos como trabalho ou estudos, inclusive a confiança e apoio dos familiares.

– Moderada: nível de dependência quando há uso contínuo ou esporádico com abuso da substância, por exemplo, quando o dependente fica semanas sem consumir a drogas e surge uma festa e ele abusa por um fim de semana inteiro, chega até brigar com a família ou faltar no emprego.

A sua saúde física e mental pode apresentar certo comprometimento decorrente do uso de drogas, também demonstra maior tolerância consumindo em maior quantidade para obter o mesmo efeito.

Este perfil de dependente pode demonstrar pré-disposição à ajuda profissional, em geral já houveram tentativas fracassadas de parar o uso.  A internação nestes casos se faz necessária, pois o dependente necessita de intervenção de equipe multidisciplinar para superar a fase inicial da abstinência e outros recursos psicoterapêuticos para se engajar na sua recuperação.

– Grave: neste nível a dependência de drogas (desde o álcool até o crack), tira o poder de escolha do dependente, ou seja, há comprometimento da sua saúde física e mental que não permite ter controle do uso de substâncias. O consumo é contínuo e com quantidades cada vez maiores.

As relações sociais e familiares são totalmente afetadas. A dependência deste indivíduo apresenta riscos para si e para terceiros. Nestes casos a internação involuntária ou compulsória pode ser determinada pela família com autorização do Ministério Público.

Sendo avaliada a situação do dependente, obtendo então este diagnóstico é definida a primeira etapa do tratamento, que poderá ser através da internação por um período de 90 dias.

Nesta mesma matéria o diretor técnico do SAID, Dr. Pedro Daniel Katz alerta:
“A internação, é importante a gente ter claro, ela é uma parte do tratamento. As pessoas às vezes vêm com a expectativa: ‘internou, saiu ótimo, está muito bem, vamos embrulhar pra presente, está bom para sair na rua’. Não é isto”.

Na Clínica Viva a internação é considerada uma etapa do tratamento, em que há maior intensidade das intervenções médicas e terapêuticas, uma fase importante para a recuperação física e estabilidade mental e emocional deste paciente. Porém, sabe-se que o maior desafio é quando o paciente sai deste ambiente protegido e enfrenta novamente as situações cotidianas reais, por isso o paciente é encaminhado imediatamente para a segunda etapa do tratamento, onde ele é atendido na rede de ambulatórios da Clínica Viva.

Nesta etapa de pós-internação o paciente recebe atendimentos semanais por equipe terapêutica especializada, preparando-o para por em prática seus objetivos e metas estabelecidos durante a internação, e claro, dando todo suporte necessário para o paciente se readaptar a esta sua nova realidade.

Veja a matéria do Fantástico na íntegra: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1665805-15605,00-DEPENDENTES+QUIMICOS+PODEM+PEDIR+AJUDA+POR+TELEFONE.html

Conheça mais sobre os tratamentos oferecidos pela Clínica Terapêutica Viva:

– Tratamento para Alcoolistas

– Tratamento para Dependentes Químicos com internação

– Tratamento para Mulheres Dependentes de álcool ou Drogas

– Tratamento para Dependentes Químicos em Ambulatórios (Sem Internação)

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